fevereiro 8, 2010 às 11:55 am (Pessoal)
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Saudade é uma ilha deserta do que nos preenche
Saudade, uma palavra portuguesa para um sentimento universal. Em outras línguas existem termos próximos, mas a saudade, saudade mesmo, completa e cheia de um vazio, isso só a Saudade pode traduzir. E sentir Saudade, independente da nacionalidade, é como reviver, a partir da pressão no peito, os momentos mais marcantes e deliciosos.
Sentir Saudade é saudável – com o perdão da musicalidade. É a prova cabal que algo nos preenche mesmo quando não está em nossa presença. Saudade é a comprovação de uma completude, de uma esperança do que já veio. Saudade é saudade, pura e simplesmente. Não é sentir o amor, mas oferecê-lo até mesmo quando não se está frente a frente – a uma pessoa, cachorro, periquito, papagaio, momento, ação, fato… Saudade não tem tradução, é pura vivência.
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fevereiro 5, 2010 às 10:48 am (poesia)
Vê, esta corrente que percorre o firme corpo
e que pelo corpo firme desce
Que toca, suave, a pele nua
E derrete em suor o fino trato
Sente, este sopro esticando o peito
Arfando neste peito o ar profundo
rasgando em pedaços a manta de cordeiro
Que provoca, mas limita o cego surto
Teu estímulo, prévia de teu leito
Que fagulha como forma de promessa
Que finaliza, quase sem respeito
O desejo e a devassa quase confessa
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janeiro 27, 2010 às 6:41 pm (poesia)
Tão bela, tão serena
Que tão bem se guarda atrás da máscara
Tão segura, tão calma
O que esconde sob a fantasia?
Quem é você, boneca bela?
Como vives, se se esconde?
Onde está você, boneca serena?
Sua beleza de gesso, sua estética de plástico
Que se guia com estas poses marcadas
O que é sua vida, boneca calma?
Onde você esconde sua alma?
Cris Abreu
01/09/04
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janeiro 26, 2010 às 2:34 pm (Fotos, poesia)
Andando a passos tímidos, analisando a passagem
Desvendo os mistérios de um novo ambiente
Encontro o fim dos tempos descontentes
E , sem expectativa, crio uma nova imagem
Seca, absorvo tranquila as novidades
importo para dentro o que me cerca
e sem a pretensão de estar certa
erro em meio as mesmas leviandades
Deixando o passado e carregando a bagagem
Diminuí a dor da ruptura bruta
Mas trouxe para o novo a carapuça
Que sempre me deu a mesma roupagem
E não há palavras doces pra me consolar
De uma redundância de vida
Mas até fico tranquila
Pois não é fácil se reinventar
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janeiro 16, 2010 às 11:54 am (poesia)

Enquanto minha alma passeia, coleciono momentos de preciosos sobressaltos… Durmo, para que meus olhos posssam entender o que vêem quando acordo.
Enquanto minha alma passeia, sou de mim o guia que aponta mas não conhece.
Enquanto minha alma passeia, descortino o véu do impossível e tomo ares de anjo.
Enquanto minha alma passeia, sigo buscando a tua. E nesse encontro, sairei prenha de sonhos multiplos, gêmeos que são nossos desejos.
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