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O meio ambiente que vire trabalho de escola
Sob o sol dos trópicos, peregrinar pelo interior sergipano é uma tarefa literalmente de suar a camisa. Que o calor às vezes é insuportável, não é novidade para ninguém, mas a falta de uma sombrinha para esfriar a cabeça parece se tornar um caso de saúde pública. Em Tobias Barreto, por exemplo, não fossem os prédios comerciais, sombra seria uma lenda contada nas salas de aula das escolas municipais orientadas pela administração de Dilson de Agripino.
Em Indiaroba, a avenida onde está localizada a Câmara Municipal sofre do mesmo problema. E cada um que se esconda na sua salinha com ar-condicionado, porque nem a brisa facilita. A falta de árvores esquenta o clima de uma forma que qualquer ventinho se transforma num bafo quente no ‘cocuruto’ do cidadão.
E perdoem, leitores, se este assunto lhes parece meio morno – com perdão do trocadilho –, mas tem muito mais aí que mostra à claridade do sol. É a falta de políticas ambientais básicas sendo sentidas na pele, queimando no juízo de quem vive nestas cidades. E é uma equação até bem simples: sem árvore não há todo aquele processo de pegar o CO2 e transformar em oxigênio, e nem as sombras amenizam a intensidade dos raios solares, absorvendo calor e suavizando a temperatura.
Não é que, de repente, vá nevar em Poço Redondo ou em Sergipe adentro. Mas se os prefeitos realmente se preocupassem com o meio ambiente, este seria um dos primeiros passos a serem dados: a arborização das cidades. Agora, se o gestor não planta nem uma arvorezinha inocente no chão de seu município, que dirá aplicar políticas públicas sérias capazes de conscientizar a população para reciclagem de lixo, economia da água e da energia, preservação de nascentes e matas ciliares, enfim, um sem-número de atitudes ambientalmente responsáveis.
O problema é que o meio ambiente ainda é visto como um ‘diferencial’, algo que o prefeito faz para se destacar. Então ele inicia um projetinho aqui, outro ali, mas não mantém, de forma intensiva, ações que levem sua cidade a se tornar referência no trato com a natureza.
E, ao contrário do que parece, este não é um assunto de menor importância, nem sempre digno de uma secretaria municipal. Esse é um tema de extrema gravidade não só para as futuras gerações, mas para a manutenção da qualidade de vida de quem está aqui, vivinho da silva, respirando o bafo quente do interior sergipano. Meio ambiente é vida: que argumento melhor há de se ter? Sombra e água fresca não são um luxo. São necessidades.

minha única ânsia é por vôos cada vez mais longos, sonhos cada vez maiores e descobertas cada vez mais confusas. Saber demais as vezes atrapalha… :)

Tantos apelos e uma só vida…

Isso é viver, felizmente

Buscamos dias mais claros, mais felizes
E com os pés no chão tentamos alcançar as nuvens
E não importa a força que nos segure
Nossas mentes sempre voam mais longe
E tentas, sei que tentas, segurar nas bordas
Temendo a forte correnteza da vida
Porque nem sempre nos jogamos em vôo livre
E nunca estamos prontos para a queda
Mas é inevitável, não? Seguirmos adiante?
Porque o mundo não para e o nosso desejo não estanca
E pulsa dentro da gente uma vontade indizivel
Desperta um querer incontrolável de mais,
De muito mais de nós mesmos
Porque sabemos o que podemos
E já não ignoramos as possibilidades
As nuances de um futuro ótimo se mostram
E as cores de uma vida que pode ser não se apaga facilmente
E a única opção é apenas viver
Mesmo na queda, imprevisível
Mesmo na vida, incontornável

E eu tento, tento intensa e insistentemente mover minha cabeça de lugar, porque muitas vezes ela descamba em pensamentos involuntários e voluptuosos de outros ares. E como não respirar o ar de outras paisagens, quando me enchem tanto os pulmões?

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